Diferenças absenteísmo vs. turnover e por que medir os dois

Entenda como calcular e interpretar absenteísmo e turnover. Faça as ponderações certas para tomar decisões melhores. Mas não ignore nenhum dos dois índices!

Por Chawork 26 de Abril de 2026 - Atualizado em 27 de Abril de 2026 7 min. de leitura
 Um homem com expressão preocupada observa um documento enquanto morde a mão, aparentando ansiedade.

Compartilhe:

Não confunda absenteísmo com turnover. O primeiro refere-se às ausências temporárias dos colaboradores da sua empresa, enquanto o segundo é um indicador-chave que mede a saída definitiva dos funcionários da corporação.

Qualquer confusão pode impactar negativamente nas suas tomadas de decisão, afinal, gerir uma equipe sem olhar os dados (ou sem observá-los corretamente) é praticamente como pilotar um avião sem ter o painel de controle funcionando.

O que afasta os profissionais de suas funções temporariamente e, principalmente, com frequência? Agora, o que os faz querer deixar o emprego? Cabe a você responder essas duas perguntas, lidando com cada uma delas da melhor forma.

Aprenda mais neste artigo. Então, entre em ação.

O que é o absenteísmo em empresas?

O absenteísmo nada mais é do que o volume de ausências dos colaboradores durante a jornada de trabalho; um índice que engloba faltas, atrasos e saídas antecipadas e que reflete a saúde imediata da operação.

Ao observá-lo, gestores conseguem descobrir pequenos lapsos que acabam gerando uma lacuna preocupante de produtividade, inclusive por sobrecarregarem outros funcionários e encarecerem a hora trabalhada, por exemplo.

Como calcular o absenteísmo?

Seja um cálculo individual ou coletivo, faça o seguinte: some as horas não trabalhadas no período analisado e divida o número pelo total de horas que deveriam ser trabalhadas. Para obter o valor em porcentagem, multiplique o resultado por 100.

Numa equipe:

  1. Identifique o número de colaboradores e a jornada mensal definida em contrato
  2. Some todas as horas perdidas (faltas, atestados e atrasos) sem desconsiderar nenhum minuto
  3. Divida as horas perdidas pelas horas totais esperadas de trabalho
  4. Multiplique o resultado por 100

Se 10 pessoas, por contrato, precisam trabalhar 160 horas em um mês, você espera o total de 1.600 horas de serviços prestados.

Mas suponha que as ausências dessas 10 pessoas some 80 horas no mês. Nesse caso, o absenteísmo fica em 5% – praticamente uma semana inteira de trabalho que é perdida.

Conhecer o dado vai lhe permitir ir atrás das causas e dos sintomas, agindo corretamente antes que exista um problema maior.

O que é turnover?

Diferentemente do absenteísmo, o turnover é o índice que mede a rotatividade de colaboradores numa equipe ou empresa durante um período preestabelecido.

Ele representa o fluxo de entradas e saídas de pessoas de suas respectivas funções, então, mostra se a empresa consegue ou não reter quem contrata.

Esse índice tem dois tipos: o voluntário e o estratégico. No turnover voluntário, é o colaborador que decide sair da empresa. No turnover involuntário, é a empresa que desliga o profissional.

Entenda cada um deles para identificar:

  • Turnover voluntário: problemas no clima, falhas de liderança, falta de plano de carreira ou causas similares.
  • Turnover involuntário: falhas no recrutamento e/ou na seleção, falta de alinhamento técnico entre contratado e líder etc.

Como calcular turnover?

Independentemente do tipo, calcule um turnover somando o número de admissões e desligamentos e, em seguida, dividindo o total por dois. Depois, faça uma nova divisão: do resultado final pela quantidade de funcionários ativos na empresa.

Obtenha o índice em porcentagem multiplicando o valor por 100.

Aqui está o passo a passo completo:

  1. Some as admissões e as demissões do mês ou período
  2. Divida esse valor por 2
  3. Divida o resultado pelo número total de colaboradores
  4. Multiplique o total por 100

Num exemplo em que uma equipe de 50 pessoas tem duas contratações e dois desligamentos, a conta do turnover fica assim: {[(2 + 2) ÷ 2 ]÷ 50} x 100 = 4%.

Não existe um número único que defina se o turnover é bom ou ruim, pois ele depende do setor, do momento da empresa e do tipo de rotatividade, mas, de forma geral, taxas acima de 3% a 5% merecem atenção, principalmente nas saídas voluntárias.

O turnover passa a preocupar de verdade quando se torna recorrente, crescente ou concentrado em áreas específicas.

Nesses casos, ele deixa de ser um movimento natural do mercado e passa a representar risco direto para a produtividade, o clima organizacional e os custos da empresa.

Comparativo rápido: absenteísmo vs. turnover

Você já sabe que o absenteísmo sinaliza problemas imediatos na rotina, enquanto o turnover é o resultado final de uma falha na retenção, e sabe que ambos são indicadores diferentes, apesar de terem igual importância para a gestão de pessoas.

Agora, já pensou que, ao distingui-los, fica ainda mais fácil perceber como esses dois indicadores podem caminhar juntos?

  Absenteísmo Turnover
O que é? Ausência temporária (faltas, atrasos e saídas) Saída definitiva por pedido ou demissão
O que causa? Questões de saúde, riscos psicossociais, problemas de engajamento etc. Falta de plano de carreira, liderança ruim, cultura fraca etc.
Como impacta? Sobrecarga do time e queda na produtividade Aumento de custos em rescisões e novas contratações, novos onboardings etc.
Como medir? Horas ou dias não trabalhados Ciclos de entradas e saídas (mês, ano ou outro)

Um aumento súbito nas faltas e atrasos pode ser aquele “aviso prévio silencioso”, por exemplo!

Enfim, correlacionar absenteísmo e turnover vai te ajudar a agir preventivamente em vez de só reagir, inclusive focando em manter a continuidade operacional e a saúde financeira do negócio.

Como o RH pode ajudar na redução de absenteísmo e turnover? 7 dicas úteis

Existem diversas alternativas para responsáveis pelos Recursos Humanos transformarem dados em inteligência e estratégica, entre as quais destacam-se:

1. Centralizar informações e monitorá-las com frequência

Isso serve para o RH visualizar padrões que não aparecem no dia a dia e parar de agir somente apagando incêndios.

O acompanhamento semanal ou mensal de indicadores-chave como esses – de people analytics – reduz tanto o absenteísmo quanto o turnover porque permite intervenções rápidas e direcionadas, antes que o problema escale.

2. Melhorar o recrutamento e/ou a seleção

Um processo seletivo bem estruturado reduz drasticamente o turnover precoce, pois a escolha de novos colaboradores deixa de focar apenas em competências técnicas e passa a avaliar aderência cultural, perfil comportamental e expectativas de ambas as partes. Importantíssimo!

3. Fortalecer e capacitar lideranças

A liderança direta é um dos fatores que mais impactam tanto o absenteísmo quanto o turnover, então, quando o RH insiste em investimentos em capacitação, a empresa fortalece e capacita seus líderes para:

  • Não gerarem pressão excessiva
  • Evitarem falhas de comunicação
  • Estarem atentos à desmotivação
  • Manter o time engajado
  • Reduzir tensões no dia a dia

E atuar preventivamente quando percebem sinais de queda de desempenho.

4. Monitorar o clima organizacional e o engajamento

Quando o clima começa a deteriorar, os primeiros sinais aparecem justamente no aumento do absenteísmo e, depois, no turnover, portanto, o RH precisa monitorá-lo!

Ao realizar pesquisas frequentes e criar canais de escuta ativa, o departamento identifica problemas em tempo de ajustar a rotina, a gestão e a rotina.

5. Fazer mudanças no ambiente de trabalho

Ainda, se o ambiente de trabalho influencia diretamente o comportamento dos colaboradores, quanto mais organizado, seguro e saudável ele for, melhor! Cabe ao RH também alinhar junto aos gestores a estruturação dos espaços, processos claros e condições adequadas.

Pequenas melhorias já fazem diferença!

6. Promover o bem-estar e a flexibilidade

Programas de bem-estar e modelos de trabalho mais flexíveis também atuam diretamente nas principais causas, principalmente, do absenteísmo (estresse, cansaço e conflitos pessoais).

Só que tem outra! Na prática, empresas mais flexíveis conseguem não só diminuir o absenteísmo, mas também se tornar mais atrativas, reduzindo o turnover.

7. Usar tecnologias específicas

Finalmente, mais uma atitude louvável do RH no combate aos altos índices de absenteísmo e turnover está na implementação de plataformas específicas para a gestão de pessoas, justamente para que todas as atitudes catalogadas anteriormente sejam tomadas de um jeito ainda mais fácil e adequado.

Com boas ferramentas, é possível cruzar informações, automatizar análises e agir com precisão. Que tal?

Enfim, cada passo dado levará a um caminho em que as crises ficam para trás e as tendências são antecipadas. E a ajustes contínuos nos processos, não a ações isoladas! Comece hoje.

Deixe seu comentário ou dúvida

Você por dentro das últimas
novidades sobre vaga de emprego

Você por dentro das últimas
novidades sobre vaga de emprego

Parabéns! Inscrição feita com sucesso

Você receberá conteúdos sobre tendências tecnológicas para gestão de
processos e assinaturas, técnicas de venda e mais.